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Entrevista Amadeu Bastos

A Amadeu Bastos – Serralharia, Lda. é uma empresa que iniciou a sua atividade em 1975, dedicada ao setor da serralharia e ao desenvolvimento de soluções adaptadas às necessidades dos seus clientes.

Localiza-se na Travessa da Fábrica, Pavilhão C, 4615-307 Lixa, Felgueiras.

Atualmente, a empresa conta com dois sócios, sendo a sua gestão assegurada por ambos. Ao longo dos anos, tem acompanhado a evolução do setor, trabalhando com diferentes tipos de soluções, desde as mais tradicionais às mais modernas e tecnologicamente avançadas.

A empresa tem vindo a adaptar-se às exigências do mercado, mantendo o foco na qualidade dos seus produtos e serviços.

sapaclub Amadeu

Amadeu Bastos, parceiro SapaClub

Quais os valores/ideais da sua empresa?

Valorizamos a qualidade e cumprir prazos dentro do que é esperado. Procuramos conhecer bem o nosso mercado. Apesar de estarmos mais focados em Portugal do que no estrangeiro, queremos sempre abrir horizontes para novos clientes. O foco é o cliente, mas sem perder o rigor no trabalho.

Como conheceu a SAPA?

Essa relação já vem de longe, desde o tempo do fundador da empresa, o Sr. Amadeu Bastos, pai do António José. Tudo começou por volta de 1970, quando o Aguiar era vendedor do Manuel Ferreira e o Raul trabalhava como chefe de armazém. Em 1975, abriram um armazém em Penafiel, a loja Zita, e o meu pai tornou-se cliente desde a primeira hora. Nessa altura, ele trabalhava no ferro, mas começou a fazer alguns trabalhos ligados ao alumínio, que na época era uma novidade. E foi assim que começou a nossa ligação à Sapa, que se manteve até hoje.

O que distingue a SAPA das restantes marcas do mercado, na sua perspetiva?

A SAPA tem bons produtos, diria que cerca de 90% do nosso material vem de lá e, acima de tudo, tem uma relação de muitos anos connosco. Há uma ligação quase familiar, construída com pessoas que começaram connosco e que foram crescendo dentro da empresa. É uma relação de confiança e proximidade que se foi fortalecendo ao longo do tempo.

Quais foram os maiores desafios que enfrentou ao longo do seu percurso na empresa?

Ao longo dos anos tivemos muitos desafios. No início, a maior dificuldade era manter a estabilidade financeira, como acontecia com muitas empresas. Houve alturas em que trabalhávamos muito, mas era difícil receber. Mesmo assim, nunca desistimos.

Nos anos 90, demos um passo importante ao começar a trabalhar com o mercado francês, uma experiência marcante. Lembro-me de encher uma carrinha e seguir viagem até Paris, apenas com um mapa na mão. Foi uma aposta arriscada, mas abriu-nos muitas portas e ajudou-nos a crescer.

Sempre acreditámos que o segredo está na qualidade e no rigor do trabalho. É isso que tem sustentado a empresa até hoje. Mais recentemente, um dos maiores desafios é a falta de mão de obra especializada. As novas gerações procuram outras áreas e é cada vez mais difícil encontrar quem queira aprender este ofício. Ainda assim, continuamos com o mesmo espírito de superação que sempre nos guiou.

Sente benefícios em pertencer à rede SAPACLUB?

Sim, claro. É sempre positivo fazer parte de uma rede que nos liga a outras empresas e clientes, e que promove momentos de partilha, convívio e proximidade com a SAPA. O SAPACLUB tem sido importante sobretudo pelo reforço da relação com a marca e pelo contacto com outros profissionais do setor, permitindo-nos acompanhar a sua evolução e manter uma presença ativa no mercado.

Acreditamos que, com o reforço da comunicação e das plataformas digitais, como o novo website, poderão surgir mais oportunidades no futuro. No fundo, vemos o SAPACLUB como uma estrutura que tem vindo a crescer e que pode apoiar cada vez mais as empresas parceiras.

Como se têm adaptado às novas tecnologias e às tendências do setor?

Reconhecemos que o setor evolui rapidamente e queremos acompanhar essa transformação. Por isso, estamos a apostar na modernização dos processos e na adoção de tecnologias que tornem a produção mais eficiente.

Também estamos conscientes da importância da presença digital e da renovação da nossa comunicação. Há ainda margem para crescer, sobretudo ao nível da atração de profissionais especializados, mas vemos isso como uma oportunidade de evolução e de melhoria contínua.

Sente preocupação e sensibilidade dos clientes relativamente à sustentabilidade?

A sustentabilidade é um tema cada vez mais presente no setor e, como empresa, estamos totalmente alinhados com essa visão, trabalhando com soluções que promovem a eficiência e a reciclagem, como os sistemas em alumínio.

Ainda assim, sentimos que muitos clientes finais continuam a dar prioridade à relação preço-qualidade e só depois consideram critérios como a sustentabilidade. Contudo, vemos uma evolução gradual: há cada vez mais pessoas informadas e preocupadas com o impacto ambiental das suas escolhas, e acreditamos que essa sensibilização vai crescer nos próximos anos.

Que conselho daria a quem está agora a começar neste setor?

Apesar de ser um grande desafio entrar hoje no setor, continua a existir mercado e oportunidades, especialmente devido à forte procura de habitação e ao dinamismo da construção em Portugal. Contudo, quem inicia tem de estar preparado para investir em tecnologia e especialização, já não é possível começar com os equipamentos simples de antigamente.

É uma atividade exigente, com falta de mão de obra qualificada e muita concorrência, mas não é impossível. O importante é planear bem, apostar na diferenciação e, se necessário, abrir horizontes além-fronteiras, como o mercado francês, que pode oferecer novas oportunidades de crescimento.

Qual o conselho mais importante que já recebeu na vida?

O conselho mais importante que recebi foi, de certa forma, mais uma obrigação do que um conselho: terminar a escola primária e começar a trabalhar, como o meu pai queria. Desde cedo aprendemos que seriedade e transparência são fundamentais, aquilo que se trata, cumpre-se, sempre foi o ponto assente na empresa. Além disso, é essencial inovar e acompanhar as novas tecnologias, porque hoje o cliente chega quase sempre bem informado, e é preciso estar preparado e atento para acompanhar essas mudanças.

Numa palavra, como define a marca SAPA?

Se tivesse que definir a SAPA numa palavra, diria: parceiro.