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Entrevista Carlos Paulos, Area Sales Manager SAPA

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Como é que o destino o trouxe à SAPA?


O meu percurso profissional começou numa serralharia de alumínio, onde tive contacto direto com a realidade das PME, os desafios no dia a dia da produção, da obra, da gestão. Mais tarde, passei por metalomecânica e construção, e esse background ajudou-me a perceber que o verdadeiro valor está na simplicidade bem feita e na capacidade de adaptação. Entrei na Sapa em 2001 e ao longo dos anos tive a oportunidade de crescer, sempre com uma ligação forte à operação, à melhoria contínua e ao suporte técnico, tanto em Portugal como em Espanha.

Posso dizer que o destino me trouxe até aqui, mas foi a vontade de aprender, adaptar e contribuir que me fez ficar e crescer dentro da marca. E hoje, com a nossa estratégia focada especialmente nas pequenas e médias empresas, sinto que toda essa experiência me preparou para ajudar a Sapa a estar ainda mais próxima da realidade do mercado, e hoje, liderando a equipa de vendas, é esse o compromisso que renovo todos os dias.

O que mais valoriza nas pessoas à sua volta, tanto no trabalho como na vida pessoal?


Valorizo a autenticidade, o compromisso e a atitude prática. No contexto da nossa atividade, isso traduz-se na capacidade de colaborar com foco em soluções, seja para um cliente que precisa de apoio técnico na hora, seja para um colega que está a desenvolver uma nova ferramenta digital para facilitar o trabalho dos nossos parceiros.

No trabalho e na vida, acredito que os melhores resultados nascem da colaboração verdadeira, do respeito mútuo e de uma atitude positiva perante os desafios.

Quais são os seus principais interesses ou hobbies fora do trabalho?


Gosto muito de caminhar ao ar livre, observar, refletir e de praticar atividade física. Também leio bastante sobre gestão, inovação e sustentabilidade, temas que me inspiram não só a nível profissional, mas também pessoal. Acredito que estar em sintonia com o mundo à nossa volta ajuda-nos a encontrar novas ideias e a manter os pés assentes no chão.

Isso tem sido essencial no meu papel na Sapa, especialmente agora que estamos a desenvolver e implementar uma estratégia adaptada a uma rede de clientes tão diversa. Muitas vezes, as soluções mais práticas surgem dessa capacidade de observar, aprender e conectar ideias de diferentes áreas.

Qual é o futuro que vê no setor?


O setor da construção e do alumínio está a atravessar uma transformação clara: as exigências técnicas aumentam, as preocupações ambientais são uma realidade e a digitalização é inevitável. Mas acredito que o futuro será dominado por quem souber manter a simplicidade, apoiar os seus clientes de forma próxima e prática, e oferecer soluções adaptadas à realidade local.

A nossa estratégia para 2030 vai nesse sentido: queremos continuar a crescer no segmento médio, reforçar a ligação com os nossos clientes PME e ajudar essas empresas a evoluir tecnicamente, sem perder a sua identidade, pois acreditamos que este caminho é feito lado a lado com os nossos parceiros, com soluções reais para quem constrói o futuro todos os dias.

Como foi a experiência de trabalhar em Espanha e que impacto teve?


Trabalhar em Espanha foi uma etapa fundamental. Aprendi com equipas muito orientadas para a eficiência industrial, mas também para o suporte ao cliente. Acompanhei todo o processo de extrusão, cravação, lacagem, anodização e logística, e essa visão integrada ajudou-me a entender a importância de alinhar a operação com as necessidades de quem está no terreno.

Agora, ao aplicarmos essas aprendizagens em Portugal, estamos a criar um modelo mais ágil e adaptado à nossa rede de clientes, que valorizam prazos curtos, apoio técnico simples e produtos que funcionem na prática.

Que conselho daria a quem começa agora na SAPA?


Conhece os nossos clientes. Vai a obra, ouve uma serralharia, vê como se trabalha numa PME com poucos recursos, mas com muito engenho. Só assim conseguimos criar soluções que fazem a diferença.

A Sapa é uma marca com história, mas com um futuro em construção, e há muito espaço para quem quer contribuir com espírito prático e vontade de aprender.

Há algum projeto ou momento marcante na empresa que guarde com carinho?


Tenho vários, mas recordo com orgulho o trabalho feito na reorganização dos processos na fábrica em Espanha, com suporte na metodologia Kaizen. Foi um exercício de escuta, adaptação e pragmatismo. Foi uma forma de unificar práticas, garantir consistência e, acima de tudo, colocar o foco no cliente de forma transversal.

Mais recentemente, a construção do novo plano estratégico para 2030 na Sapa Portugal foi outro momento marcante: envolver a equipa, ouvir o mercado, definir prioridades reais, como a formação técnica, a otimização do portefólio e a digitalização prática. Tem sido um processo desafiante, mas muito gratificante.

Há alguma experiência que tenha moldado quem é hoje?


Sem dúvida. O início da minha carreira numa serralharia de média dimensão, seguido da experiência numa serralharia de maior dimensão integrada numa construtora de referência no mercado, moldou profundamente a forma como vejo o setor. Essas vivências ensinaram-me que a simplicidade, a confiança e o apoio técnico fazem toda a diferença no dia a dia das empresas.

Mais tarde, tive também a sorte de ser influenciado por líderes que confiaram em mim, apostaram no meu crescimento e me desafiaram constantemente, algo que procuro hoje replicar com a minha própria equipa. Acredito que o verdadeiro crescimento só acontece quando se dá espaço às pessoas para aprender, evoluir e mostrar o seu valor. Hoje, tento liderar com esse mesmo espírito: acreditar nas pessoas, dar-lhes ferramentas e criar as condições certas para que possam crescer.

Se tivesse de descrever a SAPA numa palavra, qual seria?


Confiança.
Confiança no produto, no serviço, na relação com o cliente.

A nossa missão para os próximos anos é continuar a merecer essa confiança, adaptando-nos sem perder a identidade e sendo, cada vez mais, uma marca próxima, prática e tecnicamente competente, tal como o mercado espera de nós.